Mais uma vez chegou a Copa do Mundo de Futebol. À primeira vista, o mundo /* ou será apenas o Brasil? */ torna-se perfeito por um breve espaço de tempo. Todos ficam empolgados, as ruas enfeitadas /* e depois sujas */, comerciantes rindo à tôa, bares lotados, alunos de “folga”, funcionários dispensados mais cedo sem cara feia dos empregadores e tudo segue em harmonia.
Bonitas essas coisas do primeiro parágrafo, não? Para nós brasileiros, um povo que notoriamente tem memória curta, não tenho tanta certeza.
Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que gosto de futebol. O Aurélio traduz isso muito bem como “ter inclinação por alguma coisa”. Acompanho campeonatos, não abro mão de torcer pelo meu Galo /* sofro bastante, eu sei */ e na Copa do Mundo assisto aos jogos do Brasil e alguns /* poucos */ de outros países. O meu “gostar” encerra-se por aqui.
Mas a vida continua mesmo em época de Copa do Mundo. Meu receio é com o “pós Copa”. Se o Brasil for hexa /* e por todos nós, brasileiros, desejo que seja */ então este receito cresce um pouco mais. Mas por quê? /* Que cara chato! */
Há um evento de suma importância transcorrendo em nosso país, já que coincidentemente estamos em ano eleitoral. E fazendo uma analogia bem popular /* como as que o Lula gosta */, os times que disputam esta “Copa” são poucos, mas a quantidade de juízes é exageradamente maior. E é justamente nesta parte da história que nós entramos.
Se a seleção do Dunga /* medo, muito medo dela */ não ganhar, paciência. Será chato, difícil de aceitar e incômodo. Mas passa. Se a Argentina seguir mais adiante, poderemos torcer para qualquer outro país que jogue contra ela. Ou seja, há remédio. Na pior das hipóteses é guardar as camisas, os enfeites que só podem ser usados para jogos do Brasil e esperar a próxima competição da qual a seleção participe.
Mas e se o candidato eleito não for o que tiver as melhores intenções, o que estiver mais preparado e o que realmente quer fazer a diferença? Como diz minha filha em algumas ocasiões, “hum… isso não vai dar muito certo não pai“. E não vai mesmo.
Não posso, não quero e não vou defender este ou aquele candidato. É obrigação de cada um analisar, analisar de novo, analisar mais uma vez e aí então, antes de se decidir, analisar de novo cada candidato. Posso, quero e vou dizer é que não devemos por nada nesse mundo nos esquecer que todos eles têm acertos e erros em suas carreiras na política /* infelizmente para alguns a proporção entre erros e acertos é de 100:1 */.
Seja consciente! Comece agora a traçar o seu futuro. Os problemas estão por aí bem em nosso nariz e cada um de nós é parte da solução. Apenas reclamar não contribui em nada para consertar o que está errado. Há também os conformados: “eu nem reclamo, não adianta“. Para estes eu digo que permanecer inerte usando o argumento “isso nunca vai mudar” talvez seja pior do que ficar apenas reclamando. Pelo menos quem reclama está fazendo alguma coisa.
Antes de ir direto para o Orkut, MSN ou Facebook ao ligar seu computador, passe antes pelos sites de jornais e revistas /* sim! eles existem e são de graça! */.
Redes sociais, blogs, sites institucionais, sms e aplicativos móveis são alguns exemplos de ferramentas à disposição dos candidatos este ano e /* pode ter certeza */ serão largamente utilizadas. Use-as também a seu favor! A informação está pronta, disponível e só esperando para ser consumida.
Não interprete estas palavras como uma sugestão para sair lendo tudo, sem critério. Avalie a fonte, a origem da informação. O velho ditado “papel aceita tudo“, pode facilmente ser adaptado para “post/twitter/email/scrap/sms aceita tudo”. Não confie em tudo o que encontrar, mas também não ignore tudo.Lembre-se dos emails contando casos sobre a quadrilha que rouba rins e deixa as pessoas numa banheira com gelo ou sobre as inúmeras crianças que poderão ser salvas simplesmente encaminhando a mensagem para 1.234 outras pessoas. Seja seletivo.
Envolva-se. Intere-se. Questione. Discuta. Opine.
O recado é este. Vamos torcer, aproveitar, nos divertir bastante e /* com muito pensamento positivo */ comemorar o hexa. Mas não nos esqueçamos do que anda acontecendo de errado por aí. Este ano o poder para decidir o futuro do país está em nossas mãos novamente. #pensenisso
Para encerrar, o vídeo abaixo demonstra que nem tudo está perdido. Há uma luz no fim do túnel. Sempre há.
That´s all Folks.
Abraço.
Obs.: Para quem não entendeu, o que está escrito entre os caracteres /* e */ deve ser considerado como uma observação particular minha. Em algumas linguagens de desenvolvimento de software o que é escrito entre esta combinação de caracteres não interfere na execução do que foi desenvolvido. Trata-se justamente de um comentário ou uma anotação. A idéia aqui é a mesma. Observe que retirando o que está entre estes blocos no texto o resultado final é mantido.

Já havia comentado no Twitter, mas vou comentar aqui novamente.
Gostaria de ver o Brasil e o mundo sem gente corrupta daqui a algum tempo. Digo “gente”, porque não é só na politica que temos corrupção.
Como este estado ótimo é difícil de ser alcançado, espero que eles sejam, pelo menos, a minoria!
Como disse o caro amigo em seu brilhante post: Vamos sair da inércia e fazer a nossa parte para que o futuro seja ainda melhor.
Mais uma vez parabéns pelo post! Show!
Abraços!